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A NATIONAL GEOGRAPHIC DISTINGUE DOIS LÍDERES MUNDIAIS PELO SEU COMPROMISSO E AÇÃO EXCECIONAIS EM PROL DA PROTEÇÃO DO NOSSOS OCEANOS

O ex-presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada, e o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, têm liderado a meta global de proteção de, pelo menos, 30% da terra e do mar até 2030 (30x30), meta essa que implementaram nas suas próprias águas marinhas

Última hora: Lord Goldsmith anuncia que a coalizão que promove a meta global 30×30 conta já com 100 países

LISBOA, PORTUGAL (segunda-feira, 27 de junho de 2022) – O ex-presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada, e o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, receberam, esta noite, o Prémio Liderança Planetária 2022, da Sociedade National Geographic, em reconhecimento do seu compromisso e ação excecionais em prol da proteção dos nossos oceanos, durante a Noite dos Oceanos da National Geographic, a decorrer no âmbito da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. O Prémio Liderança Planetária distingue líderes mundiais que tenham estabelecido, de forma eficaz, áreas protegidas globalmente significativas, tais como parques nacionais, áreas selvagens ou reservas marinhas, que ficam assim protegidas da exploração. Estas iniciativas ambiciosas empreendidas por líderes mundiais bem informados e motivados são essenciais para a construção de um futuro melhor para o nosso planeta. O Prémio Liderança Planetária já distinguiu o Primeiro Ministro do Canadá, Justin Trudeau, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e os ex-presidentes das Seychelles Danny Faure e James Michel.

“Louvamos os compromissos assumidos pelos presidentes Alvarado e Duque de preservação da biodiversidade extraordinária dos seus países”, disse Jill Tiefenthaler, CEO da Sociedade National Geographic. “As suas palavras, decisões e ações são um exemplo de gestão e proteção do planeta, que ajudam a criar soluções eficazes e sustentáveis para os nossos oceanos.”

Atualmente, menos de 8% dos oceanos estão sob qualquer tipo de proteção legal e é necessário fazer mais para evitar a perda acelerada de biodiversidade e mitigar as mudanças climáticas. Os presidentes Alvarado e Duque têm sido líderes da meta global de proteção de, pelo menos, 30% da terra e do mar até 2030, conhecido como 30×30, um objetivo que já alcançaram nas suas próprias águas, oito anos antes da meta estabelecido.

  • O presidente Alvarado ampliou o Parque Nacional da Ilha dos Cocos, tendo multiplicado a sua dimensão 27 vezes, protegendo-o totalmente da pesca e de outras atividades prejudiciais. O parque, com um total de 54.000 quilómetros quadrados, situa-se ao redor da joia da coroa das águas da Costa Rica e inclui uma cadeia de montes submarinos ao longo da qual migram grandes predadores em vias de extinção, tais como tubarões. O presidente Alvarado designou também a Área Bicentenária de Gestão Marinha, que circunda o parque nacional já ampliado, alcançando assim o objetivo de colocar sob algum tipo de proteção 30% das águas marinhas da Costa Rica.
  • O presidente Duque ampliou o Santuário de Flora e Fauna de Malpelo, uma área no take (zonas delimitadas com proibição total de atividades extrativas como pesca e mineração), protegendo assim uma cordilheira submarina que abriga ecossistemas únicos de águas profundas e funciona como rota marinha para tubarões em vias de extinção. O presidente Duque designou também outra área no mar das Caraíbas e duas áreas de gestão marinha no Pacífico, alcançando assim a meta de alguma forma proteger 30% das águas marinhas da Colômbia.

“Um oceano saudável é tão vital para o futuro da humanidade, como respirar é para cada um de nós, uma vez que o oceano gera pelo menos 50% do oxigénio da Terra e absorve um quarto das emissões de dióxido de carbono. Neste sentido, é necessário sermos ambiciosos quando se trata da proteção do oceano e da sua biodiversidade”, disse o ex-presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. “A Costa Rica acredita na importância de liderar pelo exemplo e, nesse sentido, o meu governo foi copatrocinador da High Ambition Coalition for Nature and People e das metas 30×30, juntamente com a França e o Reino Unido. E em dezembro passado assinei a ordem executiva para expandir da nossa proteção oceânica de 2,7 para 31% de uma só vez. A humanidade tem a oportunidade e responsabilidade de promover um oceano resiliente e saudável. Vamos a isso!”

“Estamos muito pero de atingir o limite, estabelecido no Acordo de Paris, de aumento global da temperatura de 1,5 graus. As alterações climáticas são uma realidade incontornável e constituem uma ameaça ao nosso futuro. É por essa razão que a Colômbia decidiu agir e integrar a High Ambition Coalition for Nature and People”, disse o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez. “Até agosto deste ano, 30% do nosso território nacional será declarado área protegida, 8 anos antes da meta a nível global. Não vamos esperar até 2030 para alcança-la. Até ao fim do ano, 17 milhões de hectares marinhos farão parte do nosso sistema de áreas protegidas. Começamos com a expedição à cordilheira da Beata e com a declaração da Ilha Ají enquanto área protegida. O nosso compromisso é inevitável. Não há planeta B. É nosso dever moral agir agora. Vamos fazê-lo juntos!”

O Lord Goldsmith, Ministro do Pacífico e do Meio Ambiente no Gabinete de Negócios Estrangeiros, Commonwealth e Desenvolvimento (FCDO) e no Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra) do Reino Unido, anunciou na mesma noite que já 100 países se juntaram à High Ambition Coalition for Nature and People, uma coalizão intergovernamental de países, co-presidida pela Costa Rica e França, com o Reino Unido com a função de co-presidente dos oceanos, e que defende uma meta global de proteção de, pelo menos, 30% da terra e do mar até 2030. A meta 30×30 é sustentada na evidência científica e visa conter a perda acelerada de espécies e proteger os seus habitats, em prol das pessoas, economias, biodiversidade e clima. A meta foi aprovada de forma generalizada e espera-se que venha a ser um marco fundamental de um acordo global de biodiversidade atualmente em negociação pela Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB).

“A Costa Rica, a França e o Reino Unido lançaram o desafio de criar uma coalizão de países que procuram proteger, pelo menos, 30% do planeta Terra até 2030”, disse Enric Sala, explorador residente da National Geographic e fundador do projeto Pristine Seas da National Geographic. “Aquilo que era um desafio aparentemente inalcançável constitui agora uma ambição comum; a coalizão já tem 100 países membros e continua a crescer. Nunca, na história da humanidade, estivemos tão perto de dar à natureza o espaço necessário para que possa prosperar. O nosso futuro depende da prevenção do colapso dos sistemas naturais que nos fornecem alimentos, água potável, ar puro e um clima estável, e é, por isso, necessário proteger adequadamente os ecossistemas naturais que os sustentam.”

O trabalho da National Geographic no âmbito dos oceanos visa explorar, compreender e conservar os sistemas marinhos e costeiros. As histórias que derivam dos nossos exploradores marítimos – e que são tão vastas como o próprio oceano – inspiram-nos a relacionarmo-nos com os oceanos e a trabalhar para encontrar soluções que os protejam. Desde 2008, o projeto Pristine Seas da National Geographic realizou 35 expedições e apoiou a criação de 25 áreas marinhas protegidas, cobrindo 6,5 milhões de quilómetros quadrados de oceano, o que corresponde a mais do dobro do tamanho da Índia. O projeto Pristine Seas realizou expedições à Costa Rica (2009 e 2019) e à Colômbia (2018 e 2021) para prestar aconselhamento durante a expansão do Parque Nacional da Ilha de Cocos e do Santuário de Malpelo, bem como a criação de novas áreas marinhas protegidas.

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